O lançamento do novo aplicativo do Itaú, o Itaú Emps, trouxe de volta o debate sobre os riscos da substituição de trabalhadores por sistemas de inteligência artificial no setor bancário. Ao eliminar a figura do gerente, a iniciativa traz um alerta: a automação pode acelerar a exclusão de funções bancárias tradicionais.
A nova plataforma vinha sendo desenvolvida há dois anos e tem foco nos pequenos negócios e profissionais autônomos com faturamento anual entre R$ 200 mil e R$ 3 milhões.
O temor da categoria é que, sem regulamentação clara, o avanço da IA represente um caminho sem volta para a precarização e o desemprego em massa, sobretudo em áreas administrativas e de atendimento, tradicionalmente ocupadas por bancários.
O movimento defende que os ganhos de produtividade trazidos pela automação sejam compartilhados, com redução da jornada de trabalho, requalificação profissional e preservação dos empregos existentes. Também pedem que as decisões baseadas por IA sejam transparente e auditáveis, para evitar abusos e discriminações algorítmicas.
Com a discussão surge a pergunta: quem se beneficia com a inteligência artificial nos bancos? Se o progresso não vier acompanhado de responsabilidade social, o futuro pode ser mais desigual, mesmo em um setor historicamente lucrativo.