Quem está perto de se aposentar precisa redobrar a atenção em 2026. As regras do INSS mudaram mais uma vez e, para muita gente, isso significa trabalhar um pouco mais antes de conseguir o benefício. As alterações fazem parte da reforma da Previdência e atingem principalmente quem já contribuía antes de 2019.
A principal mudança é o aumento gradual da idade mínima em algumas regras de transição. Em 2026, mulheres passam a precisar de 59 anos e seis meses, enquanto homens devem ter 64 anos e seis meses, além do tempo mínimo de contribuição. Essa idade sobe ano após ano até atingir o limite definitivo.
Além da idade, também mudou a chamada regra dos pontos, que soma idade + tempo de contribuição. Agora, a pontuação exigida é maior: 93 pontos para mulheres e 103 para homens. Na prática, isso empurra a aposentadoria para mais perto dos 60 e poucos anos, mesmo para quem começou a trabalhar cedo.
Outras modalidades continuam existindo, como o pedágio de 50% e o pedágio de 100%, criados para quem já estava quase se aposentando quando a reforma entrou em vigor. No pedágio de 50%, o trabalhador precisa cumprir metade do tempo que faltava; no de 100%, precisa cumprir tudo, recebendo um benefício maior.
Para quem prefere a aposentadoria por idade, as regras seguem mais estáveis: 65 anos para homens e 62 para mulheres, com pelo menos 15 anos de contribuição. Ainda assim, o valor do benefício depende da média das contribuições feitas ao longo da vida.
O próprio INSS disponibiliza um simulador online, que ajuda a entender quanto tempo ainda falta e qual regra pode ser mais vantajosa. O resultado não garante o direito automático à aposentadoria, mas já dá um bom norte para planejamento.
Em resumo, aposentar em 2026 exige mais atenção, e em muitos casos, mais tempo de trabalho. Quem está perto do benefício precisa analisar com cuidado cada regra para não perder dinheiro por falta de informação.