Neste mês de fevereiro, passou a valer uma nova regra de segurança do Pix criada pelo Banco Central do Brasil. A mudança tem um objetivo claro: agilizar a devolução de valores em casos de golpes, fraudes ou transferências feitas sob coerção.
A principal novidade é o prazo. Antes, o processo durar semanas. Agora, a expectativa é que o dinheiro seja devolvido em cerca de 11 dias após a contestação, tornando a recuperação muito mais rápida para quem foi vítima.
O que mudou
O reforço acontece por meio do Mecanismo Especial de Devolução (MED), sistema que permite bloquear valores suspeitos e rastrear o caminho do dinheiro. A grande mudança é que, a partir da denúncia, a conta suspeita pode ser bloqueada automaticamente, antes mesmo da análise final.
Na regra antiga, o banco analisava primeiro e só depois tomava alguma providência. Esse intervalo permitia que o dinheiro fosse transferido rapidamente para várias contas, dificultando a recuperação.
Por que isso é importante
Com o bloqueio imediato, o dinheiro fica “congelado” e o rastreamento se torna mais eficiente. A comunicação entre bancos e órgãos de segurança passa a ser praticamente instantânea, o que aumenta muito as chances de sucesso na devolução.
Especialistas estimam que essa atualização pode reduzir em até 40% os golpes bem-sucedidos via Pix, um impacto de grande importância diante do alto número de fraudes registradas nos últimos anos.
Mais responsabilidade
Além do MED, as instituições financeiras passam a usar critérios mais rígidos para identificar transações suspeitas, podendo bloquear operações antes mesmo de o prejuízo se consolidar.
O Pix continua sendo rápido, mas agora, segundo o Banco Central, também passa a ser mais seguro.